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sexta-feira, 30 de setembro de 2011

terça-feira, 3 de maio de 2011

Tamanduá é atropelado em Porto Mauá, RS


3 de maio de 2011

Um tamanduá-mirim é atropelado no interior de Porto Mauá, RS. O animal em extinção é típico da região. Ele vive solitário, se alimenta de cupins, formigas e abelhas. O tamanduá-mirim pode ser visto se alimentandoe no chão ou nas árvores. Ao contrário do tamanduá-bandeira que apresenta cauda com pelagem densa, o tamanduá-mirim tem uma cauda preênsil que o auxilia quando está nas árvores. As garras dianteiras são longas, mas não tanto quanto às do tamanduá-bandeira, mesmo se considerarmos as diferenças de tamanho entre os dois animais.

Normalmente é vagaroso, mas quando perseguido pode fugir rapidamente ou erguer-se nas patas traseiras em postura defensiva. Quando não está ativo, descansa em buracos de árvore, tocas abandonadas de outros animais ou em outras cavidades naturais. A fêmea da espécie produz geralmente um único filhote depois de um período de gestação de cerca de 160 dias. O filhote é carregado no dorso da mãe ou deixado em alguma toca e quando fica mais velho pode acompanhar a mãe em suas atividades de alimentação.

Texto e a foto são do assessor de imprensa de Porto Mauá Vilson Winkler

Fonte: CLIC RBS

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Atropelamento de tamanduás no RS

Foto de Sabrina Milchareck - tamanduá-mirim atropelado em Pantano Grande, BR 290.

A construção e operação de rodovias são fatores que contribuem para o processo de degradação de habitat natural de maneira crescente e disseminada. As perturbações aos ecossistemas estendem-se além das rodovias, gerando impactos através de modificações físicas, químicas e biológicas no meio ambiente. A remoção direta de espécimes da natureza em decorrência dos atropelamentos é um problema atual. Ele está diante dos olhos de todos os viajantes na forma de inúmeras carcaças expostas ao longo das rodovias que interligam os municípios gaúchos. Torna-se incontável o número de situações diárias como a ilustrada pela foto. No caso, um tamanduá-mirim (Tamandua tetradactyla), espécie ameaçada de extinção no RS, recentemente atropelado, busca fôlego no acostamento da BR-290, a apenas 10 km da praça de pedágio de Pântano Grande. Apesar da fratura nos ossos da face, há grande chance do animal conseguir sobreviver, visto que, excepcionalmente neste caso, órgãos vitais não foram atingidos. A irresponsabilidade de muitos motoristas deve ser avaliada. No entanto, a ausência de sinalização para familiarizar os usuários das rodovias com a fauna presente no seu entorno, bem como a falta de planejamento e monitoramento ambiental visando à instalação de redutores de velocidade, túneis de passagem e cercas guias nos locais onde é maior o número de acidentes são fatores responsáveis pela perda direta de espécies da fauna brasileira. Apesar da obrigatoriedade da execução de estudos e relatórios de impactos ambientais (EIA-RIMA) para a construção de novas rodovias, há a necessidade de observarmos com maior atenção as condições das estradas pré-existentes concedidas a empresas privadas ou as estradas administradas pelo governo, de forma a mitigar esses impactos.

Texto: Felipe Bortolotto Peters

Fonte: Zero Hora

Projeto Tamanduás do RS


O projeto Tamanduás do RS, iniciado em 1996 pelos biólogos Mariana Faria Corrêa e Fábio Vilella, está terminando a compilação de mais de dez anos de dados.


Se você tem registro de algum tamanduá no Estado do Rio Grande do Sul, entre em contato conosco, sua ajuda será muito bem vinda!


Conheça mais detalhes do projeto aqui.